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sábado, 28 de agosto de 2021

Yo soy yo y mi circunstancia, y si no la salvo a ella no me salvo yo

O que significa a frase “Eu sou eu e minha circunstância, se não salvo a ela (minha circunstância) não salvo a mim”, de José Ortega Y Gasset, no livro Meditaciones Del Quijote? 

Conforme explicação do próprio autor, no mesmo livro página 322, quer dizer buscar o sentido do que nos rodeia. Portanto, se não compreendo a minha circunstância, radicalmente coimplicada comigo, não poderei compreender a mim mesmo.*

sábado, 24 de julho de 2021

Como é possível que algo tão essencial como saber formular uma pergunta não seja ensinado na escola?

 Agora, mais do que nunca, precisamos de todas as boas perguntas que pudermos formular se quisermos solucionar os problemas complexos da nossa sociedade e construir um futuro melhor para todos.

Se não formos capazes de fazer boas perguntas, o que será das nossas boas ideias?

Felipe Zamana



domingo, 28 de fevereiro de 2021

A inimizade e a amizade

No ensaio chamado "A inimizade e a amizade", no livro Um Encontro, de 2009, publicado no Brasil em 2013, o escritor Milan Kundera fala de amizades fraturadas por divergências políticas: 

"Em nosso tempo, aprendemos a submeter a amizade àquilo que chamamos de convicções. E, até mesmo com o orgulho de uma retidão moral. É preciso realmente uma grande maturidade para compreender que a opinião que nós defendemos não passa de nossa hipótese preferida, necessariamente imperfeita, provavelmente transitória, que apenas os muito obtusos podem transformar numa certeza ou numa verdade. Ao contrário da fidelidade pueril a uma convicção, a fidelidade a um amigo é uma virtude, talvez a única, a última. Hoje, eu sei: na hora do balanço final, a ferida mais dolorosa é a das amizades feridas; e nada é mais tolo do que sacrificar uma amizade pela política."


domingo, 31 de maio de 2020

Trabalhar no mundo em desenvolvimento é algo que tende a tornar você otimista, porque de muitas formas, a situação melhorou!

Esther Duflo, ganhadora do Nobel de Economia em 2019, e autora do livro “Good Economics for Hard Times” (Boa Economia para tempos difíceis), aponta alguns aspectos relevantes:
- Questionar suas suposições - isto traz evolução. 
- Testes de Controle Aleatórios (RCTs em inglês - similares aos testes clínicos usados no estudo de novos medicamentos), funcionam bem nas pesquisas econômicas. Mas, desempenham um papel diferente, pois normalmente eles consistem muito mais em entender algo fundamental sobre o comportamento humano.
- A pesquisa econômica pode influenciar as ações políticas.





domingo, 28 de janeiro de 2018

O que é "Folk Politics" ?

Folk Politics, citado no livro 

Inventing the Future: Postcapitalism and a World Without Work

é um termo explicado como um compromisso com formas de ação política horizontal, local, consensual e prefigurativa, que os autores Nick Snicek e Alex Williams afirmam resultar em impotência e irrelevância, falta de objetivo e falta de foco.

domingo, 11 de dezembro de 2016

O que é "deliberate practice"?

Literalmente prática deliberada, ou seja treinar com um propósito, é praticar uma atividade altamente estruturada com o objetivo específico de melhorar o desempenho. Este termo foi cunhado por K. Anders Ericsson, autor do livro Peak - How to Master Almost anything (veja o vídeo abaixo!!!). Em essência, desloca a nossa percepção de talento para um novo paradigma: nosso limite depende do quanto perseveramos. Corbett Barr escreveu um bom artigo sobre o tema aqui.

sábado, 29 de novembro de 2014

A Comida e o Outro

Como judeus, cristãos e muçulmanos conceituam o "nós" e o "eles" através de regras sobre a preparação de alimentos e o ato de comer com esses outsiders. 
David M. Freidenreich analisa o significado da comida para a formação religiosa, elucidando como estudiosos antigos e medievais usaram as restrições alimentares para pensar sobre o "outro". Ele ilumina os jeitos sutilmente diferentes como judeus, cristãos e muçulmanos percebem a si mesmos, e demonstra como estas auto-concepções distintas moldaram idéias sobre a religião do "outro" e as fronteiras comunitárias. 

sábado, 8 de junho de 2013

O que é o Monte Improvável?

O Monte Improvável é uma montanha metafórica. 
A altura da montanha representa a improbabilidade - quanta mais alta, menos provável. Então, imagine o órgão humano mais complicado sobre o qual você puder pensar instalado no topo desta montanha. Este órgão poderia ser o olho. 
Do seu lado da montanha tem um rochedo muito íngreme, um precipício vertical. E, você está no pé da montanha e olha para esta coisa complexa lá nas alturas. Você diz que isto não pode ter ocorrido por acaso, isto é demasiadamente improvável. Isto é o que significa essa encosta vertical. 
Imagem do Site Scilib-Biology
Bem, a chance deste olho ter se formado tão complexo por mero acaso não é maior que a chance que você tem de num só pulo sair do pé da montanha e chegar naquele topo.

Mas se você der a volta, e contornar a montanha, não encontrará um rochedo tão íngreme, muito pelo contrário. Lá há um aclive lento, uma encosta suave. E, para subir desde o pé da montanha até o topo é um passeio fácil. Você chega ao fim do caminho dando um passo após o outro, um pé depois do outro. Richard Dawkins, em entrevista sobre a evolução.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Nenhum inimigo pode feri-lo mais do que...

Nenhum inimigo pode feri-lo mais do que seus próprios sentimentos negativos. Aja como se você, antes de sair da sala, se lembrasse de esvaziar o cesto de lixo. S.W.Morgan (Aumente sua Motivação - Melhore seus Resultados). Ideia compartilhada por Eleanor Roosevelt.

sábado, 17 de novembro de 2012

Sempre se cresce em direção ao passado

Na época eu não sabia que apesar de crescer, e por mais que se mire no futuro, sempre se cresce em direção ao passado, em busca, talvez, do primeiro deslumbramento.
Juan Marsé, no livro El Embrujo de Shanghai 

sábado, 8 de setembro de 2012

O inimigo é uma coisa útil, se você não tiver um, faça um

Esse é o título de um dos capítulos do livro "Democracia ou Dmvqrazh" do escritor de novelas religiosas iraniano Seyed Mehdi Shojaee. 
Nele, o autor critica os dirigentes do país (o líder supremo Khamenei, e o presidente Ahmadinejad)  por abusarem dos ensinamentos islâmicos em seu próprio benefício.
O livro define "inimigo" como uma entidade "que você pode culpar por todos os seus próprios erros e defeitos".

quarta-feira, 28 de março de 2012

O buraco da agulha

O "olho", ou buraco de uma agulha, tem sido usado em muitos aforismos como símbolo de uma abertura mínima. 
Aqui vai um deles:
- Abra para mim uma abertura que não precisa ser maior do que o buraco de uma agulha, e eu abrirei para você os portões celestiais. Zohar, citado no Blog Cabala - Sintonia Diária.
Conheça outros aforismos - de várias religiões, e que mencionam o buraco da agulha, aqui na Wikipedia.
www.CartoonsStock.com
 

quarta-feira, 7 de março de 2012

O que é a Teoria da Dissonância Cognitiva?

A Teoria da Dissonância Cognitiva afirma que cognições contraditórias entre si servem como estímulos para que a mente obtenha ou produza novos pensamentos ou crenças, ou modifique crenças pré-existentes, de forma a reduzir a quantidade de dissonância (conflito) entre as cognições. Assim, Festinger explica por que as pessoas procuram manter a coerência entre suas crenças, opiniões e atitudes, bem como entre elas e seu comportamento.
A Wikipedia cita como exemplo a fábula A Raposa e as Uvas, de Esopo. Quando a raposa percebe que não consegue alcançar as uvas, ela decide que não as quer de qualquer modo, um exemplo da formação adaptativa de preferências, com o objetivo de reduzir a dissonância cognitiva.

sábado, 29 de outubro de 2011

Eu sinto, logo, eu posso ser livre

Os pais brancos nos disseram, eu penso, logo existo, e as mães negras em cada um de nós - poetas - sussurram em nossos sonhos, eu sinto, logo, eu posso ser livre.
Audre Lorde, no seu livro Power, Oppression and the Politics of Culture: a lesbian/feminist perspective via The English Corner. 
Citada pela escritora turca Elif Shafak no TED, vídeo abaixo, postado no blog Sabedoria Islâmica:

sábado, 27 de agosto de 2011

Destino 11 - Édito do Céu

O édito do Céu não é imutável.
Mencius, citado no livro de mesmo nome, pag. xiii. (Há uma discussão interessante sobre Determinismo Moral x Destino Cego (Blind Fate), neste livro de Ning Chen).
(Céu; Destino) Imagem do Site AArweb

domingo, 24 de julho de 2011

Tempo e trabalho 1

Havia um homem que queria transcender o seu sofrimento. Então, dirigiu-se a um templo budista para encontrar um Mestre que o ajudasse. Dirigiu-se ao mestre e perguntou: 
- Mestre, se eu meditar quatro horas por dia, quanto tempo levarei para me transcender?
O Mestre olhou para ele e disse: 

- Se meditares quatro horas por dia, talvez te transcendas daqui a dez anos.
Pensando que poderia fazer melhor, o homem, então, disse: 

- Oh, Mestre, e se eu meditasse oito horas por dia, quanto tempo levaria para me transcender?
O Mestre olhou para ele e disse: 

- Se meditares oito horas por dia, talvez te transcendas daqui a vinte anos.
- Mas porque razão levarei mais tempo se meditar mais? perguntou o homem.
O Mestre respondeu: 

- Não estarás aqui para sacrificar a tua alegria ou a tua vida. Estás aqui para viver, ser feliz e amar. Se podes fazer o melhor possível em duas horas de meditação, mas, em vez disso, gastas oito horas, apenas te irás cansar, não conseguirás o objetivo e não gozarás a vida. Faz o melhor possível e, talvez, aprendas que não importa quanto tempo leves a meditar, poderás viver, amar e ser feliz.
Don Miguel Ruiz no livro Os Quatro Acordos, via A Janela de Joana
Nanquim sobre Papel da Galeria de Akatombo

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