sábado, 31 de maio de 2008

Aquilo que não desejas para ti, também não o faças às outras pessoas.

Frase de Confúcio (551 aC - 489 aC), acompanhada quase meio milênio depois por Rabi Hillel (60 aC - 10 dC) quando lhe pediram para resumir sua religião, enquanto ficava sobre um pé somente:
- Não faças aos outros o que não queres que te façam.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Memória não é História

Por Harald Welzer*

Nossa memória não distingue as lembranças “verdadeiras” das “falsas”. Para o indivíduo, é razoável que seja assim, já que a memória nos orienta no presente – por exemplo, na tomada de uma decisão baseada na experiência.

Em se tratando, porém, de uma lembrança importada (ou seja, provinda de fonte estranha), mas capaz de ensejar uma intuição correta na tomada de decisões, essa indistinção é de maior serventia ao indivíduo do que seria tomar uma decisão errada com base numa lembrança “verdadeira”.

Melhor é que nos acostumemos com a idéia de que a memória tem menos a ver com o passado do que muitos acreditam. O propósito a que serve é, que muitos pesquisadores encontram a explicação para o fato de as funções de a memória terem, no curso da evolução, se aperfeiçoado cada vez mais. O psicólogo e neuro-cientista cognitivo Merlin Donald, da Universidade Queen’s, Canadá, descreve esse processo em seu livro A mind so rare, em que reconstrói o desenvolvimento da nossa consciência.

A memória de esconderijos de alimentos, companheiros de espécie inamistosos ou inimigos naturais não serve aos primatas (gorilas, por exemplo) para lembrá-los de “como as coisas eram no passado”, mas para capacitá-los a avaliar o ambiente de forma otimizada em relação a seus propósitos. Ocorre o mesmo com a memória humana, que apresentou, porém, nítida expansão em relação à dos primatas não humanos. A memória autobiográfica - característica própria e exclusiva do homem - trabalha de forma autonoética, ou seja: não temos apenas a capacidade de nos lembrar, mas também a consciência de que nos lembramos. Esse poder oferece a vantagem inestimável da evocação consciente e explícita de lembranças. Podemos, portanto, tornar a nos colocar voluntariamente em situações passadas e assim, por exemplo, rememorar uma ação e as alternativas a ela não percebidas na época, a fim de, numa situação presente, poder tomar a melhor decisão.

Do ponto de vista evolutivo, uma memória autobiográfica possui, portanto uma enorme vantagem no que se refere a nossa adaptabilidade, uma vez que se torna mais eficiente nossa capacidade de lembrar. Com isso percebemos a nós mesmos num continuum espaço-temporal que nos permite, de modo planejado, explorar nosso ambiente. Isso nos dá também a possibilidade de protelar, isto é esperar por oportunidade melhor para superar situações problemáticas, encontrar com calma soluções mais eficazes. Em suma, permite-nos a ação baseada na escolha e no momento oportuno.

Também isso mostra que a memória está menos relacionada ao passado do que ao presente. Como todos os demais sistemas de memória, a memória autobiográfica visa o trato como presente. Há assim um mal-entendido na base da indignação motivada pelo fato de as pessoas muitas vezes não se lembrarem “corretamente” das coisas: o de que história e memória estariam diretamente ligadas. Não é bem assim.

A memória é oportunista: acolhe o que lhe serve e descarta o que lhe parece supérfluo ou desagradável.

*O autor é professor e pesquisador de psicologia social da Universidade Witten/Herdecke e dirige o grupo interdisciplinar de pesquisa da memória do Instituto de Ciência da Cultura de Essen, Alemanha. Tradução de Sergio Tellaroli, Revista Viver Mente e Cérebro, Ano XIV nº 156.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ler - Para não esquecer

Como a leitura pode ajudar a aumentar a durabilidade das lembranças?
Resumo
Por que muitos idosos têm dificuldade para saber o que comeram no dia anterior, apesar de se lembrarem com detalhes de fatos da infância? A resposta pode estar em quatro letrinhas: BDNF, uma proteína que, segundo estudos recentes, tem papel fundamental na persistência das memórias.
Líder do grupo que faz essas pesquisas, o neurocientista Ivan Izquierdo é um dos principais estudiosos da memória do mundo. Coordenador do Centro de Memória da PUC-RS, ele falou sobre o tema à repórter Flávia Mantovani da Folha SP sobre as novas pesquisas envolvendo a memória dos idosos no 4º Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Bento Gonçalves (RS) na semana de 20 a 25 de maio de 2008.
Falou sobre suas descobertas e citou estudos que buscam uma droga que melhore a falta de persistência da memória - sobre os quais ainda não pode revelar detalhes porque estão em andamento.
Enquanto não se descobre um remédio que aumente a durabilidade das lembranças, é possível driblar o problema com um hábito que, segundo ele, é o melhor para estimular a memória: a leitura. "Quando lemos, fazemos um scanner do universo inteiro que o cérebro conhece."


Folha - O que os estudos têm mostrado sobre o papel da BDNF no mecanismo da memória?
Ivan Izquierdo
- Ela atua na persistência, na duração das memórias. Cerca de 12 horas depois da aquisição de uma memória, essa proteína é produzida e liberada no hipocampo [uma região do cérebro Sem ela, a memória grava, mas não dura. Provavelmente é isso que acontece quando envelhecemos. Essa falta de persistência é característica da memória dos idosos, que se lembram de fatos da infância, mas não de coisas atuais.

Folha - Nos idosos, então, há uma falha na produção de BDNF?
Izquierdo
- Seguramente há um problema nos mecanismos ligados à BDNF, não sabemos se na produção e liberação ou se nos passos anteriores a isso.

Folha - Mas pessoas jovens também sofrem de falta de persistência.
Izquierdo
- Todos temos falta de persistência em algum momento. Mas é mais notório na idade avançada. É uma característica da idade, não tem significado patológico. Todas as funções corporais declinam com a idade, mas podem melhorar.

Folha - Como podemos exercitar a memória?
Izquierdo
A melhor forma é lendo. A leitura envolve memória visual, verbal, relação com o contexto, tudo isso processado em milissegundos. Quando lemos, fazemos um scanner do universo inteiro que o cérebro conhece. Não há nenhuma outra atividade cerebral que chegue perto disso. Fazer palavras cruzadas, por exemplo, ajuda, mas ler ajuda muito mais.
A prova disso é que as pessoas que mais lêem, que são os professores e os atores, são os que têm melhor memória. Quando eles têm doença de Alzheimer, a têm mais tardiamente, e, na fase inicial, de forma mais leve. Uma pessoa que tinha uma grande memória e depois a perdeu foi o presidente [Ronald] Reagan, dos EUA. Ele tinha essa capacidade porque era ator, não por ser um homem inteligente.

Folha - Inteligência e memória não são sinônimos, certo?
Izquierdo
- Não. Inteligência abrange memória. Mas é mais inteligente uma pessoa que tem uma agenda com telefone de quem possa informá-la de algo do que alguém que tenta se lembrar de tudo, porque não vai conseguir nunca.

Folha - Por que a memória melhora quando é exercitada?
Izquierdo
- Todas as funções que envolvem sinapses melhoram com o uso. Isso é facilmente perceptível nas funções atléticas. Os músculos de um goleiro funcionam melhor na hora de dar um pulo do que os de uma pessoa sedentária.A estimulação repetida de um nervo melhora o tamanho e a função dele. Já a falta da estimulação faz com que ele atrofie. O mesmo acontece com a memória. Aquelas pessoas que nunca aprendem nada perambulam por aí como fantasmas. A forma de evitar isso é aprender, ler.

Folha - Os estudos com a BDNF foram feitos com animais. Há previsão de estudos com humanos?
Izquierdo
- Tudo o que sabemos de memória que tem interesse prático foi feito em animais. Os estudos envolvem a colocação de cânulas para injetar drogas, análises do tecido cerebral, o que é impossível em humanos. Nos humanos, podemos fazer outros tipos de teste. Agora, por exemplo, estamos fazendo estudos com humanos idosos e não idosos para ver se há algum remédio psiquiátrico que possa melhorar a falta da persistência da memória. Estamos na fase de finalização dos resultados.

Fonte: Folha de SP

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Como realizar os sonhos de infância/ A última lição

Como saiu na Veja e na Folha de SP, Randy Pausch tornou-se um fenômeno na internet.
Veja o vídeo de sua última aula na Carnegie Mellon University e saiba mais no seu site.

sábado, 17 de maio de 2008

Boo! Você está assustado ou assustando?

Com estes excelentes título e texto (abaixo, quase todo), a agência de propaganda Talent está fazendo sua própria promoção. E tem também um vídeo no You Tube (link no final).
  • Nunca na história houve uma época de tantas mudanças, e tão rápidas. Você pode gastar os próximos 5 anos tentando se acostumar, até perder o medo.
  • Ou pode começar hoje mesmo e assustar o mundo com idéias, mídias, propostas e produtos que não estavam no radar do conhecido.
  • Boo! É escrever seu próprio livro de regras, do zero.
  • É tomar decisões baseadas num quilo de informação e uma tonelada de coragem.
  • É não passar despercebido repetindo os seus iguais.
  • Ninguém fica indiferente a um susto bem dado.
  • Quebrar regras é a única coisa realmente segura para se fazer hoje em dia.
Fonte: Talent e também youtube.
Não deixe de ver
http://br.youtube.com/watch?v=6brypPO4-iQ

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Homem x Gorila: Quem é o mais evoluido?

Dá para chamar isto de "Evolução"?
Mas pode ser que seja, pois apesar da aparência talvez seja o resgate ou transferência de um animal ameaçado para um local mais seguro.

Fonte: terra magazine

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Rio enjaulado

A exposição "É de sua natureza" do artista Marcos Chaves, tem o painel desta foto com imagens do Rio de Janeiro por detrás de uma grade, Pão de Açúcar ao fundo, e simboliza o foco de Chaves.
Isto é o que queremos para as nossas cidades?

Fonte: terra magazine

A marca Coca-Cola

Sob o título What makes Coca Cola the most recognised brand in the world?: The origins of the development of a brand o Blog Brand Review tem um bom artigo sobre o que faz ser tão valiosa a marca

Mas, acho que foi ultrapassada pela marca .

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Crise dos Alimentos

O Blog do Prof. Luiz Renato faz um comparativo interessante do custo de uma semana de alimentação para famílias em varias partes do mundo, cito os 2 extremos:

  • Família Melander de Bargteheide, Alemanha . Despesa com alimentação por semana: US$ 500,07 (Quinhentos dólares americanos e sete centavos).
  • Família Aboubakar, do campo de refugiados de Breidjing, Chade . Despesa com alimentação por semana: US$ 1,23 (Um dólar americano e vinte e três centavos).
O que dá para concluir disto?

Mãos que se acariciam, trabalham em conjunto, ou só observam?

Fonte:http://diariarte.blogspot.com/
Este trabalho acima é de Hilda de Urrutia

E esta montagem abaixo é de Frédérik Michalak:
Fonte: http://frederikmichalak.blogspot.com/


























Esta acima é do
Blog caminhosdecamila

Esta abaixo é do Blog Simkeducacao

E este desenho é do Ankássnikksnakkblogg

segunda-feira, 12 de maio de 2008

2012: o ano em que tudo pode parar

Entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, estupendas auroras boreais puderam ser vistas no céu em vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão, Austrália. E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares.

Era uma tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas e que comprometem os sistemas elétricos. Há uma nova tempestade destas começando no Sol. Ela deverá chegar ao seu ápice em 2012, quando veremos auroras boreais bem abaixo da Noruega e muito de nosso equipamento poderá deixar de funcionar.
Em março de 1989, quando houve a última tempestade solar intensa, os mais afetados foram os canadenses da região de Québec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas.
Em 2012, pois é. O primeiro a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano Atlântico de veleiro, naquele ano, não será uma boa idéia. (A não ser que alguém na tripulação saiba ler um astrolábio. A tecnologia do século 15 funcionará.) Principalmente no hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar aqui e ali.
Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto. Somos totalmente eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21 é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo.
A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação - mas, nos picos da tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.
O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem.
A radiação de prótons e íons que entram no planeta afetam microchips. Eles param de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação - fundamentais para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.
Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente - sim, surge energia elétrica do nada. Em Québec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou. Naquela primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859, enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada.
Há uma saída, claro: é fazer como Jocelyn Auricchio, especialista em games cá do Link. Ele está construindo uma casa. Nas paredes externas, pôs fios que nascem do telhado e escorregam até o chão, enterrando-se metros abaixo da superfície. É uma Gaiola de Faraday. Serve para desviar a eletricidade estática e proteger seu interior.
Não custa dizer que a idéia é simples, eficiente, mas é bom contratar um engenheiro para desenhá-la. No mais, em 2012 as auroras no céu estarão lindas.
Autor:
Pedro Doria*
Fonte: Estadão Link L11

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O sono é um diálogo interior, pense nisso

O sono é o elemento mais importante para todas as pessoas de qualquer atividade profissional - é, simplesmente, vida.
É preciso haver consciência de que, durante o repouso total de nossa extraordinária máquina humana, o organismo absorverá e assimilará todo o esforço realizado durante o dia.
O problema é que a sociedade conseguiu colocar o homem em um tal nível de competitividade que o sono passou a ser considerado um verdadeiro obstáculo. É preciso trabalhar, render muito, produzir mais. Dormir passou a ser sinônimo de pura perda de tempo.
Cada um de nós tem uma necessidade específica de sono, mas para quase todos essa necessidade costuma girar em torno de oito horas. Trata-se de uma questão fisiológica. Claro que a pessoa que dorme cinco horas poderá sentir-se plena. No entanto, é preciso lembrar que estará forçando seu organismo a agüentar aquele dia, lançando mão de elementos estimulantes que são carregados para a corrente circulatória com o intuito de promover seu rendimento. O organismo se adapta, mas isso tem seu preço.
O organismo é como uma conta corrente. Você poderá entrar em débito algumas vezes, mas não poderá estar no negativo o tempo todo. O organismo cobra caro - e com juros altíssimos. Acho que somente o organismo é capaz de cobrar taxas mais altas que as instituições financeiras... Só que o prejuízo orgânico é grande e o envelhecimento, acelerado.
O sono é um diálogo interno, uma conversa da pessoa com ela mesma. Não se trata de discutir o motivo ou como se dorme. A questão é que tem de dormir. É algo muito concreto. O que é necessário descobrir é o que fazer para atingir esse grau de excelência no sono, que vai permitir um grau de excelência na vida e, conseqüentemente, uma boa saúde. Quem já estiver com algum traço de doença certamente vai se recuperar.
Dormindo, a pessoa permite que o organismo entregue a "chave administrativa", o "controle gerencial" do corpo para o sistema autônomo, que fará o que tem de ser feito, restituindo as energias e repondo o que foi gasto em mais um dia de árduo trabalho bioquímico. Além do que, é justamente neste momento de sono profundo que o hipotálamo libera o precioso hormônio do crescimento. O ser humano é capaz de memorizar mais quando atinge esse sono profundo e quando sonhamos.
O sono é a chave da vida, da disposição, da energia, do bom humor. Se você não dorme bem, não adianta querer fazer o corpo trabalhar - tal esforço não vai dar em nada. Você vai perder energia e correr riscos, por não ter o repouso da máquina orgânica.
Dar-se ao sono e mergulhar em sua natureza primordial é render-se aos profundos mistérios que cerca a raça humana, além de fundamental declaração de auto-estima. Prova viva do profundo amor ou desamor por si mesmo. Afinal, você é o que dorme!
kicker: Se você não dorme bem, não adianta querer fazer o corpo trabalhar; não só vai perder energia como ainda correrá riscos
Fonte: (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 11 em 8 de maio de 2008)(Nuno Cobra - Preparador físico e mental; autor do livro "A Semente da Vitória".http://www.nunocobra.com.br/

terça-feira, 6 de maio de 2008

La Lectura

Qué es leer?
Según lo que dice el autor Tony Buzan, en su libro
“El libro de la lectura rápida”:

  • Leer es un proceso que se realiza en múltiples niveles.
  • La lectura “es el camino hacia el conocimiento y la libertad”.

Reconocimiento: Es el conocimiento de los signos alfabéticos
Asimilación: Proceso físico por el cual la luz se refleja desde la palabra, y es recibida por el ojo transmitida por el nervio óptico.
Retención: Almacenamiento de información
Memoria: Capacidad de obtener lo que se necesita de lo almacenado.
Comunicación: Utilización que se le da a la información, ya sea escrita o hablada.


fonte: http://lili27lima.blogspot.com/

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