quarta-feira, 30 de maio de 2012

O que são momentos ruins?

Não existem “momentos ruins” - apenas testes.

E, o que é um teste? 
Imagem do Site Planeta Mais
- É a maneira de aprendermos a escolher o amor no lugar da preocupação. A força amorosa está sempre no centro de todas as situações dolorosas. 

A única coisa que nos impede de perceber isso é o  nosso sistema de crenças que nessa hora de dor nos faz acreditar que fizemos algo errado, que estamos passando por um momento ruim.
Baseado no texto do R. Yehuda Berg via Sintonia Diária.

sábado, 26 de maio de 2012

Como interpretar a Bíblia?

Basicamente há tês categorias de interpretação:
  • Há versos que quando tomados literalmente violam um preceito teológico ou filosófico conhecido e, por conseguinte, devem ser entendidos alegoricamente. 
    Imagem do Blog Compartilhando e Criando Informação
  • Há outros que, apesar de não violarem qualquer filosofia ou teologia, sua interpretação não tem nenhuma expressão prática. Portanto, nesses casos não importa se as pessoas acreditam na verdade da história contada, ou acreditam ser uma alegoria.
  • Existem ainda outros versos que, quando compreendidos literalmente apoiam crenças tradicionais básicas, e não contradizem as verdades filosóficas. Eles, portanto, devem ser entendidos literalmente em apoio à tradição.  
Rabi Moshe Ben Maimon, o Rambam, mencionado no trabalho "Maimonides and Importance of Resurrection".



quarta-feira, 23 de maio de 2012

O que é a abertura dos bons olhos? Enxergando o melhor nas pessoas

Foto do Site Fato Novo
Quando enxergamos o melhor nas pessoas, um portão interno que permite a entrada de bênçãos em nossas vidas se abre. Os kabalistas denominam esse tipo de visão “abertura dos bons olhos”. Quando enxergamos com nosso “olho gordo”, esse portão se fecha.

Pense que é do seu interesse enxergar o melhor nas piores pessoas. 
R. Yehuda Berg no Sintonia Diária.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

15 de Maio, Dia Internacional da Família

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema - principalmente no Natal e no Ano-Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. 
Ás vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida - azeitona verde no palito - sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano - quem diria? - solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este, o mais gordo e generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente. 
- E você? 
- É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. 
- Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero ou do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. 
- Já estão aí? Todas? 
- Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e a cebola. Não se envergonhe se chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, essas especiarias - que quase sempre vêm da áfrica e do oriente e nos parecem estranhas ao paladar - tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. 
- Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: 
- É preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe "Família à Oswaldo Aranha", "Família à Rossini", "Família à Belle Meunière" ou "Família ao Molho Pardo" - em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é "À Moda da Casa". E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras, apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada - seriam assim um tipo de "Família Diet", que você suporta só para manter a linha. 
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Há famílias, por exemplo, que levam muito tempo para serem preparadas. Fica aquela receita cheia de recomendações de se fazer assim ou assado - uma chatice! Outras, ao contrário, se fazem de repente, de uma hora para outra, por atração física incontrolável - quase sempre de noite. Você acorda de manhã, feliz da vida, e quando vai ver já está com a família feita. por isso é bom saber a hora certa de abaixar o fogo. Já vi famílias inteiras abortadas por causa de fogo alto. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia-a-dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
Do Livro Arroz de Palma de Francisco Azevedo.

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