sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Nuisance Sense Value

Termo usado nos meios jurídicos e de negociação:

- O lado que parte de uma situação menos favorável, aumenta sua força negocial explorando e expondo situações potencialmente embaraçosas da outra parte. Isto resulta na percepção de um novo valor para encerrar esta perturbação ou incômodo, o Nuisance Sense Value.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Excesso prejudica?

Diz um ditado, muito usado nos meios jurídicos:
- O que abunda não prejudica (do latim - quid abundat non nocere).

Mas não parece generalizável, pois os excessos raramente são construtivos.

domingo, 25 de janeiro de 2009

A quem pertence a Terra?

Eu entendo que a terra pertence a uma vasta família da qual muitos membros estão mortos, alguns estão vivos, e um número infinito ainda não nasceu.

Autor desconhecido, via OcioCriativo
Imagem do Site Humaniversidade

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Bioética

O Conselho de Bioética dos EUA criou um novo conceito de morte (para fins de transplante): “cessação de compromisso com o mundo”.

  • “Compromisso com o mundo”, segundo essa definição, é ter a capacidade de trabalhar pela autopreservação, isto é, que o corpo, por ação do cérebro, ainda mantenha funções vitais sem ajuda de máquinas. Isso significa uma interação mínima com o mundo que garanta ao menos o simples ato de respirar.
Fontes: Bioethics e WiredScience

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Manual Teen

Este é o título do livro de Silvana Martani, e traz idéias do tipo:
  • Ter acesso a informação não quer dizer aprender.
  • É função dos pais, e também da escola, orientar os jovens quanto ao que é certo e errado, bom e ruim, para eles e para os outros.
  • O problema é fazer valer o certo. Isso só é possível com limites claros e valores sólidos na educação destes jovens.
  • Se os pais não tiverem valores claros e posturas coerentes, os filhos vão crescer com marcas emocionais importantes por causa desta ausência. E a falta de limites provoca estas marcas.
  • Jovens que não respeitam seus pais não serão capazes de respeitar nada ou ninguém.
  • Pesquisas mostram que os jovens não tem consciencia de alguns problemas de comportamento inadequado. O jovem é o mesmo em casa e na escola: logo, se os pais não se opõem frontalmente aos comportamentos inadequados dos filhos, orientando-os, este comportamento passa a ser (percebido como) “certo”.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mudança 1

A mudança não virá se esperarmos por alguma outra pessoa, ou por algum outro momento. Nós somos aqueles por quem estávamos esperando. Nós somos a mudança que buscávamos.

Estendemos a mão desde que abram o punho.

Barack Obama

domingo, 18 de janeiro de 2009

Não vejo, não falo, não ouço e ... não faço !

A fonte que popularizou esta máxima é este entalhe (abaixo) do século 17 sobre o Portal do famoso santuário Tosho-Gu em Nikko, Japão. Provavelmente veio para o Japão com uma lenda Tendai-budista, através da Índia via China no século 8.

Às vezes há um quarto macaco ilustrado com os outros três, este último, Shizaru, simboliza o princípio de "não fazer". Ele pode estar cobrindo seu abdômen, ou simplesmente cruzando os braços.
Em chinês, uma frase semelhante existe nos Analectos ou Diálogos de Confúcio:
Não olhe,
não ouça, não fale, não faça qualquer movimento inapropriado
(非礼勿视,非礼勿听,非礼勿言,非礼勿动).

Apesar de o ensinamento nada ter a ver com macacos, o conceito dos três macacos se originou de um jogo de palavras. O ditado em japonês é "mizaru, kikazaru, iwazaru" (見ざる,聞かざる,言わざる, ou com o sufixo em kanji,见猿,聞か猿,言わ猿), literalmente "não ver, não ouvir, não falar ". Shizaru também é escrito し猿, "não fazer".

Em japonês, zaru, que é um verbo em uma conjugação arcaica negativa, é o mesmo que zaru, o sufixo para vocalização saru que significa macaco (é uma leitura de 猿, o kanji de macaco).

Observe: o que na origem era uma recomendação de como ser adequado, ético, hoje é usado como uma expressão de descaso.






Fonte:
AskVille

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida

O nosso medo mais profundo não é de sermos insuficientes.

O nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.
Perguntamo-nos, quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?
Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Fazer-se de pequeno não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.
Fomos projetados para brilhar, como as crianças fazem. Nascemos para tornar manifesta a glória de Deus que está dentro de nós. Não apenas em alguns de nós, em todos nós.
E ao deixarmos nossa própria luz brilhar, nós inconscientemente damos permissão para outras pessoas fazerem o mesmo.
Ao nos liberarmos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.
Marianne Williamson

Imagem do Blog Ousar Dizer

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Base dos ciclos longos

A base dos ciclos longos é o desgaste, a reposição e o incremento do fundo [...] básico, cuja produção exige investimentos enormes. [...] A reposição e incremento não são um processo contínuo. Realizam-se por saltos.
Fonte: Escritos do economista russo Nikolai Kondratiev citado na Folha de SP

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Confiança e Divisão do trabalho

Está no velho Platão, antes do Aristóteles. Para a coisa funcionar, tem de ter possibilidade de trocar o meu trabalho com outro. E tem de ter uma moeda. Nós estávamos produzindo milho. Eu vivia pobre, você também. Mas eu produzia o meu você produzia o teu. Mas chegamos a um acordo. Eu vou produzir o milho e você vai fazer um buraco aí até conseguir água, depois a gente irriga o milho, vai dobrar a produção e vamos viver melhor. Esse é o progresso. Está no Adam Smith. Divisão do trabalho. Isso exige que eu confie que, enquanto eu estiver produzindo o milho, você esteja fazendo o buraco. Então, a confiança precede a sociedade. Ela é o cimento, o fator catalítico que faz funcionar a sociedade.

Fonte: Entrevista de Antônio Delfim Netto no Estadão, pag. B4 Caderno de Economia, Sexta-Feira, 2 de Janeiro de 2009.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Receita de Ano Novo

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

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